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Cristãos denunciam intolerância religiosa após policiais armados interromperem culto no RS

Policiais armados com fuzis interromperam um culto em uma igreja evangélica em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. A abordagem que oco...

Cristãos denunciam intolerância religiosa após policiais armados interromperem culto no RS
Cristãos denunciam intolerância religiosa após policiais armados interromperem culto no RS (Foto: Reprodução)

Policiais armados com fuzis interromperam um culto em uma igreja evangélica em São José do Norte, no Rio Grande do Sul. A abordagem que ocorreu no último domingo (5) repercutiu nas redes sociais e gerou indignação entre cristãos, que criticaram a atuação da Brigada Militar na igreja. 

A ocorrência aconteceu na Igreja Ministério Fonte de Água Viva, no bairro Carlos Santos. Segundo o portal SB News, a Brigada Militar foi acionada após uma denúncia de perturbação do sossego feita por uma vizinha. 

“O pastor tem 70 anos e o pessoal quer parar o culto, mas não vai parar porque o sangue de Jesus tem poder. Isso também é um crime. Isso é crime de difamação”, disse uma cristã chamada Vanessa que gravou o ocorrido.

No vídeo, é possível ver a mulher que fez a denúncia receber os militares na porta da igreja. Enquanto isso, o pastor está dentro do templo adorando a Deus com outros fiéis.

“Tem gente que fica batucando até 2 e 3 horas da madrugada e ninguém faz nada. O pastor tem 70 anos e tem que sair do altar para atender uma ocorrência que está dentro da lei”, afirmou a cristã. 

Em seguida, mesmo sem utilizar o microfone, o pastor teve a pregação interrompida quando um dos policiais pediu que ele o acompanhasse até o lado de fora da igreja. 

“O senhor não podia entrar aqui. O senhor tem mandado para me pegar aqui dentro?”, perguntou o pastor.

Perseguição religiosa

Durante a abordagem, o pastor informou que aquela já seria a quarta denúncia feita contra a igreja por causa dos cultos. 

A Lei do Silêncio estabelece limites para a emissão de ruídos, especialmente em áreas residenciais, mas as regras variam conforme a legislação de cada município. 

Em geral, a fiscalização considera fatores como o nível do som, o horário, a localização e o possível prejuízo ao sossego dos moradores. A realização de cultos religiosos é permitida, desde que siga as normas estabelecidas pelas autoridades locais. 

Segundo um cristão, a congregação estava seguindo os horários permitidos pela legislação: “Pessoal, nós estamos dentro da lei. Nós temos até às 22 horas da noite, por lei, para cultuar o nosso Deus. Há muitos lugares aqui que ficam até às 3 horas da manhã, outras religiões, e ninguém fala nada. Mas a igreja é perseguida”, declarou.  

Em outro momento do vídeo, ao mostrar um circo que funcionava próximo à região, Vanessa questionou a diferença de tratamento entre as atividades. 

“O circo está funcionando lá fora. Ninguém quer parar o circo”, afirmou ela. 

Por fim, o pastor precisou assinar um documento conforme os procedimentos adotados pelas autoridades. Até o momento, não há informações sobre a aplicação de sanções ou outras medidas administrativas. 

“Pastor o senhor não está sozinho, tem uma igreja inteira e Deus do seu lado. Ele vai ser fiel na sua vida”, concluiu Vanessa;

Com a repercussão do vídeo, muitos internautas classificaram a ação militar como um caso de perseguição religiosa e manifestaram apoio à igreja.

“Inadmissível. Precisamos nos posicionar para que a perseguição não alcance o nosso país”, compartilhou o Apóstolo Estevam Hernandes, no Instagram.